domingo, 10 de julho de 2011

Não fuja

“Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR...” Jonas 1:3ª

Você já deve ter visto ou ouvido falar de grandes fugas. Uma dessas é contada no filme “A Fuga de Alcatraz”. Mas nem todas essas investidas acabam bem. Um dia desses foi reportado a descoberta de um túnel que dava acesso a um dos presídios paulistas. Nesse caso, o plano para escapar da cadeia frustrado. Encontramos na Bíblia a tentativa sem sucesso de fuga do profeta Jonas. Ele não estava preso, mas fugia de uma ordem de Deus.

O SENHOR havia chamado Jonas para pregar contra a malícia crescente da cidade de Nínive, capital do império Assírio (Jonas 1:1-2). O profeta, porém, fugiu da presença de Deus, ou pelos tentou. Em vez de ir para o destino apontado, Jonas pegou um barco para Társis, cidade que ficava na direção totalmente contrária e distante de onde deveria ir. Daí em diante ocorre uma sucessão de acontecimentos dirigidos pelo SENHOR soberano, de modo que o profeta foi lançado ao mar para que a tempestade que assolava o navio cessasse.

Deus salvou o seu profeta por meio de um grande peixe, no ventre do qual Jonas permaneceu três dias e três noites (1:17). Em ato soberano sobre a natureza, o SENHOR fez o animal aquático vomitar Jonas na terra. Depois de receber outra vez a ordem de pregar aos ninivitas, o profeta obedeceu.

A fuga de Jonas é a nossa também. Tentamos fugir daquilo que o SENHOR nos ordena. Fazemos isto quando deixamos de orar, congregar, ler a Bíblia, evangelizar e, principalmente, quando deixamos de amar. Paremos de fugir de nossas responsabilidades.

Como Jonas, muitas pessoas tentam fugir da presença de Deus. Não podemos fugir da presença de Deus, mas podemos levar uma vida totalmente desprovida da presença de Deus no sentido de não fazer o que lhe agrada. Se você é uma pessoa assim, mude de atitude. Na verdade, não adianta fugir de Deus. Será um esforço inútil. Hoje te convidamos a parar de fugir de Deus e render-se ao Salvador, que é Cristo Jesus, o Senhor. Convide-o a ser presente em seu viver.

terça-feira, 22 de março de 2011

O Deus de toda consolação


Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai de misericórdias e Deus de toda consolação.” (2Coríntios 1:3)

Você já passou por uma situação em que não via mais nenhuma saída? Alguma vez o desespero bateu à sua porta? Você não é o único. Paulo passou por situação semelhante. Mas o apóstolo aos gentios foi livrado e consolado por Deus (2 Coríntios 1:3-11). Deus nos consola em nossas tribulações.

Esse é o tema que percorre toda a passagem supracitada (VS.4). O apóstolo menciona dez vezes a ideia de consolo pelas palavras consolação, consolar, confortar e conforto. Tudo isso no contexto de tribulação, sofrimento e angústia.

Deus nos consola para fazermos o mesmo pelos outros (vs.4b). Receber o consolo de Deus é um presente a ser compartilhado com o próximo. As tribulações de Paulo serviam como incentivo à paciência dos coríntios diante de seus sofrimentos (VS.6). O apóstolo era um exemplo de perseverança.

Quando passamos por tribulações, o Senhor nos conforta, entre outras maneiras, por pessoas que passaram por situações semelhantes. Se você já passou por grandes sofrimentos, ajude aqueles que precisam de consolo. Se você está passando por angústias, deixe o SENHOR falar contigo pelos outros.

Deus nos consola, por isso precisamos confiar Nele (8-9). No verso 8, Paulo fala das tribulações específicas. Os coríntios certamente sabiam do que ele estava falando. Ele só lembra que elas foram acima de suas forças, ao ponto dele se desesperar da própria vida. Não esperava sair daquela situação. Tinha chegado a uma situação desesperadora e, humanamente falando, sem possibilidade de fuga, um verdadeiro beco sem saída. Contudo, não era o fim, pois ele confiava no Deus que ressuscita os mortos. Paulo havia aprendido que um dos propósitos de Deus ao atirar-nos em aflições é ensinar-nos a total dependência Dele.

Não confiemos em nossa espiritualidade, conhecimento nem recursos, mas em Deus. Ele quer aumentar nossa fé até mesmo pelas tribulações. Ele quer que dependamos total e exclusivamente Dele. Por isso, tenha uma visão espiritual das tribulações. Tenha uma visão espiritual da vida. Ela não acaba aqui. Paulo confiava no Deus que ressuscita os mortos. É neste Deus que você confia? Então você tem grande consolo.

Pr. José Roberto

sexta-feira, 4 de março de 2011

Nada de carnaval


mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e nada disponhais para a carne no tocante às suas concupiscências.” (Romanos 13:14)

Uma das festas mais esperadas do ano é o carnaval. Basta finalizar as festividades de fim de ano, que começam as propagandas. Mas será que um cristão, um discípulo de Jesus, deve participar do carnaval? É o que vamos responder agora.

Sem rodeios, afirmo categoricamente que o cristão não deve participar do carnaval. Quando digo participar, não me restrinjo às festas das ruas. Assistir à festa pela televisão não deixa de ser uma participação. Todos sabem que a nudez e promiscuidade são os ingredientes desta festa.

Poderíamos alistar algumas razões por que o cristão não deve participar do carnaval, mas vamos mencionar apenas uma. O apóstolo Paulo nos dá esta razão no texto citado acima. Sabe-se que a cidade de Roma era ícone de perversão moral, principalmente na área sexual (Romanos 1:26-27). Desta maneira, o escritor bíblico desejava que seus ouvintes ficassem longe daquele padrão de vida. O cristão é uma nova criatura, é alguém que experimentou a graça e a misericórdia de Deus. Por isso, não deve dispor nada para a carne, ou seja, deve rejeitar os desejos ilícitos de sua carne, de sua vida.

Portanto, o carnaval não é uma festa da qual um verdadeiro cristão participa. Por isso não posso dizer pra você “feliz carnaval”, como diria “feliz Natal”. Desta feita, examine sua fé em Cristo. Não pense que pode segui-lo do seu próprio jeito. Se fosse assim, Paulo não teria dito: nada disponhais para a carne. Em vez de uma fantasia de carnaval, nestes dias se vista de Cristo, do Seu querer e viver. Ele não participaria desta festa.

(Pr. José Roberto)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Esqueça

Esqueça

Você tem alguma lembrança que te perturba? Há algum acontecimento do passado que tira o seu sono, seu sossego? Não é fácil lidar com isso. Por essa razão, gostaria de deixar uma palavra de ânimo baseada na vida de José. NÃO SE DEIXE DERROTAR PELAS LEMBRANÇAS DESAGRADÁVEIS.

José deu o nome de Manassés ao seu primeiro filho (41:51). O nome tem origem na raiz hebraica nashah, que significa “esquecer”. Deus tinha feito José esquecer todo sofrimento passado naqueles 13 anos, desde a traição de seus irmãos até a calúnia da mulher de Potifar.

O esquecimento de José dizia respeito à sua atitude diante do sofrimento passado. Apesar de estar em sua memória, ele não deixaria aquele sofrimento lhe dominar.

Essa atitude é um incentivo para nós, pois é tentador querer vingar-se dos Rúbens, Judás, e das senhoras Potifar do nosso passado. É tentador dar o troco àqueles que nos ofenderam, nos despojaram com atos perversos e palavras más. Em vez disso, devemos dar à luz a um Manassés.

Por que viver nas águas pantanosas, viscosas das más lembranças? Removamos toda coisa negativa. Você e eu escolhemos o que nos torna em reféns. Escolhemos quem vai nos manter imobilizados sob seu domínio. Decida hoje mesmo dar um basta neste cativeiro. Peça o auxílio divino.

(Pr. José Roberto- João Pessoa, PB)

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Espere em Deus

Espere em Deus!
Nós não gostamos de esperar, nem a modernidade ajuda. Vivemos na era dos instantâneos, do fast-food, da banda larga. Neste contexto, a espera é uma tortura, que causa até pânico. Mas lembremos que Deus tem Seu tempo para todas as coisas, e por isso não é obrigado a agir dentro da rapidez e impaciência de nossos dias.
Para ajudá-lo a lidar com isto, gostaria que lesse Gênesis 40:23-41:16. Ah! Esqueci que você não tem tempo, que ele é “corrido”. De qualquer maneira, gostaria de apresentar uma grande lição contida na história de José, baseada no texto acima, a saber: Confie em Deus sem entrar em pânico durante os dias de espera.
José teve de esperar dois anos até que o copeiro se lembrasse dele. Quando o Jovem hebreu interpretou o sonho desse servo do Faraó, pediu-lhe que fosse lembrado. Mas teve de esperar.
A espera sempre acompanhou os grandes homens de Deus. Abraão aguardou 25 anos pelo nascimento de Isaque. Moisés esperou 40 anos para liderar o povo de Israel no Êxodo. Noé esperou 120 anos pela chuva. Paulo ficou três anos na Arábia antes de começar seu ministério missionário. A lista é grande. Deus está trabalhando enquanto seu povo espera, espera, espera. José estava sendo moldado para um importante futuro.
José foi lembrado pelo copeiro no tempo certo, no tempo de Deus. Ele interpretou o sonho do Faraó. Isso lhe custou o posto de primeiro ministro do Egito. Da masmorra ao palácio. De prisioneiro a governador.
Não podemos concluir que a história de José se repetirá com cada um de nós, pois Deus tem planos individuais. Mas podemos ter a certeza de que Ele ficará conosco nos dias da masmorra. Ele não nos abandonará nem se esquecerá de nós. Deus está trabalhando enquanto nós esperamos.
Durante o tempo de espera, confie em Deus sem entrar em pânico. Conte com ele para lidar com os copeiros-chefes da vida, as pessoas que o esquecem, as que quebram as suas promessas. É trabalho de Deus tratar com os copeiros-chefes do seu passado.
Seja fiel nos períodos de esperas da vida. Não pense que Deus se esqueceu de você. Isso não faz parte de Sua natureza. Isso é para os homens.
Fazia parte do plano de Deus José esperar. Ele não estava abandonado, estava sendo preparado, moldado para um futuro triunfante.
A espera pode desencorajá-lo. Mas seja paciente. José passou 13 longos anos de altos e baixos, principalmente baixos. Contudo, não o vemos murmurando ou questionando a Deus. O filho de Jacó vivia muito acima das circunstâncias e do tempo. Seu longo período de aflição não o desencorajou. E qual foi seu fim? Siga o seu exemplo.
(Pr. José Roberto- João Pessoa, PB)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

A tróica impetuosa

Meus amigos sabem o quanto aprecio Dostoiévsvi. O Primeiro livro que li foi o clássico “os irmãos Karamazov” (quase que não termino!). A trama se desenvolve a partir de um parricídio. Enquanto os personagens vão se revelando, o autor aproveita para descrever a imunda sociedade de sua época bem como universalizar a maldade do coração humano. No final do romance acontece um júri, onde o promotor de justiça, Ipolit Kirilovitch, faz a sentença mais importante de todo o enredo: “Por que motivos reagimos com tanta debilidade ante semelhantes fenômenos (i.e. o parricídio), que nos pressagiam um porvir tão sombrio? Deve-se atribuir esta indiferença ao cinismo, ao esgotamento precoce da razão e da imaginação de nossa sociedade, tão jovem ainda, mas tão precocemente debilitada, à confusão de nossos princípios morais ou à ausência total destes mesmos princípios? ... um grande escritor da época precedente compara a Rússia a uma fogosa tróica que avança para um ponto desconhecido.”

Os questionamentos do autor sobre a moralidade (ou a falta dela) da sociedade russa bem como a figura da tróica (ou seja, uma carruagem puxada por três cavalos) ilustram vividamente a situação do mundo moderno. Somos, diariamente, bombardeados com notícias de crimes horripilantes, de crianças molestadas, de desastres ambientais propositados, de corrupção ativa na política e em todos os setores da sociedade, o que pode-se concluir disso tudo é a precisão com que o autor chama a humanidade de “fogosa tróica que avança para um ponto desconhecido”. Acertadamente não sabemos para onde vamos!

O salmista confirma Dostoievski quando afirma: “O Senhor olha do céu para os filhos dos homens, para ver se há alguém que tenha entendimento, que busque a Deus. Todos se desviaram e juntos se corromperam; não há quem faça o bem, não há um sequer.” Está mais do que na hora da humanidade voltar os olhos para o céu e pedir ajuda do Todo Poderoso: “buscai o Senhor enquanto se pode achar”. Faça a sua busca pessoal por Deus; não começe um novo ano sem antes rogar ao eterno a sua graça e pedir que ajude a humanidade a encontrar o caminho de casa.

Deus abençoe sua vida e dê ao seu coração a paz e sede por Ele.

Pastor Francimar Lima

Dê livros de presente neste Natal

As festas de final de ano se aproximam e o consumismo se avoluma. O materialismo se ergue como uma fera austera e faminta à caça de 13º salário, 1/3 férias, caixinhas, gorjetas, mesadas, e tudo que estiver a sua frente. Numa época assim gostaria não de alimentar o caça-níqueis social, mas talvez tirar sua atenção de presentes fúteis ou passageiros para adquirir bens duráveis.
Quero incentivá-lo a presentear seus amigos e parentes com livros. Atrevo-me a indicar alguns que seriam bons presentes para o natal:
1. A Biblia sagrada - dependendo da faixa etária há vários modelos.
2. "As Crônicas de Nárnia" de C.S.Lewis.
3. "O pão diário" - 14.
4. "O peregrino" John Bunian.
5. "Em busca de Deus" John Piper.
6. Alguns clássicos da literatura mundial/nacional.
Se você quiser indicar um livro para os leitores do nosso blog escreva um comentário, daí poderemos recomendar num artigo proximo.
Pr. Francimar Lima

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Gilbert Keith Chesterton - Parte II

Saiba um pouco desse grande Escritor.

Conhecido como G. K. Chesterton, (Londres, 29 de maio de 1874 — Beaconsfield, 14 de junho de 1936) foi um escritor, poeta, narrador, ensaísta, jornalista, historiador, biógrafo, teólogo, filósofo, desenhista e conferencista britânico. Era o segundo de três irmãos. Filho de Edward Chesterton e de Marie Louise Grosjean. Casou-se com Frances Blogg. Concluiu os estudos secundários no colégio de São Paulo Hammersmith onde recebeu prêmio literário por um poema sobre São Francisco Xavier. Ingressa na escola de arte Slade School de Londres (1893) onde inicia a carreira de pintura que vai depois abandonar para se dedicar ao jornalismo e à literatura. Escreveu no Daily News. Nascido de família anglicana, mais tarde converteu-se ao catolicismo em 1922 por influência do escritor católico Hilaire Belloc, com quem desde 1900 manteve uma amizade muito próxima. Ao falecer deixou todos os seus bens para a Igreja Católica. A sua obra foi reunida em quase quarenta volumes contendo os mais variados temas sob os mais variados gêneros. O Papa Pio XI foi grande admirador de Chesterton a quem conhecera pessoalmente. Na sua introdução a "São Tomás de Aquino" deixou escrito: "Assim como se pode considerar São Francisco o protótipo dos aspectos romanescos e emotivos da vida, assim Santo Tomás é o protótipo do seu aspecto racional, razão por que, em muitos aspectos, estes dois santos se completam. Um dos paradoxos da história é que cada geração é convertida pelo santo que se encontra mais em contradição com ela. E, assim como São Francisco se dirigia ao século XIX prosaico, assim São Tomás tem mensagem especial que dirigir à nossa geração um tanto inclinada a descrer do valor da razão."

Em uma de suas principais obras, Ortodoxia, defende os valores cristãos contra os chamados valores modernos, a saber, o cientificismo reducionista e determinista. Dono de uma retórica exemplar, coloca em debate crítico idéias como as de Mark Twain e Nietzsche.

fonte: Wikipédia.

Francimar Lima

G.K.CHESTERTON

Olá leitores do ARETE, desculpe-nos pela demora em publicar artigos novos. Acontece que os membros da Academia de Reflexões Teológicas tem andado muito ocupados. Um de nós nesse exato momento deve estar segurando um recém nascido, outro está correndo atrás de um visto permanente para mudar para Portugal, outro está em tratamento médico outro com a esposa grávida e assim vai...
Contudo, isso não significa que tenhamos esquecido de voês. Por isso, gostaria de indicar uma leitura bastante interessante para suas férias. Refiro-me a "ORTODOXIA". Escrito por um avô de nárnia, visto que seus escritos moldaram bastante a forma literária e fé de C.S.LEWIS.
G.K.CHESTERON, cristão arguto, combateu o liberalismo nos seus primeiros passos. Assim como Lewis, Chesterton é antes de tudo um apaixonado pelo cristianismo, de tal modo que a defesa que ele faz se torna estritamente pessoal e autobiografica.
ORTODOXIA é uma apologia ao cristianismo. Nele você percebera como o autor desdenha do ateísmo e agnosticismo mostrando a incoerência desses sistemas, ao mesmo tempo que apresenta a simplicidade, os paradoxos e acima de tudo a coêrencia de ser cristão.
Um grande abraço.
p.s. Lembre de comentar a leitura de "ORTODOXIA" conosco.
Pastor Francimar Lima

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

A PALAVRA DE DEUS NO LAR


A família, ultimamente tem passado por uma profunda crise. Não somente no âmbito secular, mas, também os próprios cristãos estão sendo atingidos por problemas diversos, que vai desde infidelidade conjugal a filhos delinqüentes. A maioria das vezes que estes problemas acontecem no lar cristão é por falta de instrução bíblica na vida familiar. Quase sempre, o único contato que a família tem com a palavra de Deus é quando vai à reunião da igreja, e mesmo assim, não a freqüenta com assiduidade.

É impossível enfrentar bem e corretamente as dificuldades do dia a dia sem uma instrução bíblia diária no lar. É por isso que Deus, sabendo dos desafios que seu povo enfrentaria ao entrar na nova terra, a terra prometida, tendo como vizinhos povos completamente alheios à vida de Deus, ordenou que a sua palavra estivesse sempre presente no meio da família (Dt. 6:6-7 ...estas palavra que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te...).

O texto é bem claro quando fala da responsabilidade que o pai de família tem de amar e temer a Deus, e transmitir os princípios contidos na Sua palavra aos filhos, ensinando-os a terem o mesmo amor e temor pelo Senhor. É comum os pais exortarem os filhos a viverem corretamente, alegando o esforço que eles têm feito para criá-los. Isso, essencialmente não é errado, contudo, leva os filhos a apenas reconhecerem o esforço dos pais, e não incentiva os filhos a amarem e temerem a Deus, o que de fato é um perigo. Pois, o filho que aprende a amar os pais por argumentos desta natureza, pode não amar a Deus, e, por não amar a Deus pode, a qualquer momento, deixar de amar aos pais, amando apenas aquilo que os pais fazem. Entretanto, o filho que aprende a amar a Deus, amará sempre aos seus pais. É por esse motivo que o pai deve exortar o filho a viver corretamente, mediante o ensino da palavra de Deus, ou seja, ele deve agir “assim e assado” por que Deus diz em sua palavra “assim e assado”.

Uma maneira prática de promover a palavra de Deus no lar é através do culto em família. Esta deve ser uma prática constante no lar cristão, pois, além de ser a vontade de Deus para o seu povo, é também o meio pelo qual Deus dirige a família a grandes bênçãos. Algumas famílias, entretanto, deixam de freqüentar as reuniões de culto da igreja, por acharem que o culto familiar é suficiente para sua vida espiritual. Porém, a instrução bíblica no lar, através de momentos como o culto familiar, não substitui a adoração pública congregacional, mas prepara a família para a mesma. Além disso, Deus tem bênçãos tanto para um momento como para o outro. Que Deus esteja abençoando a sua família!

Por Pr Figueiredo

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Jerusalém de Ouro"

Jerusalém de Ouro
Composição: Naomi Shemer

O ar de montanhas, cristalino como vinho,
e aroma de pinhos
Voam com o vento da tarde,
e sons de campainhas

No adormecer da árvore e da pedra,
aprisionada em seu sonho
Está a cidade que habita solitária,
e no seu coração uma muralha.

Jerusalém de ouro, e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções serei o violino

Secaram os poços das águas
e o mercado está vazio
Ninguém visita o templo da montanha
dentro da cidade velha

Nas cavernas das rochas,
choram os ventos
Ninguém desce para o Mar Morto,
via Jericó

Jerusalém de ouro,
e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções,
serei o violino

Mas venho hoje para cantar a ti,
e a ti amarrar coroas
Sou menos que o mais jovem de seus filhos,
e do último dos poetas

Porque seu nome queima os lábios,
como um beijo se Seraph
Se a ti esquecer oh Jerusalém,
que és toda ouro

Voltamos aos poços de água,
e aos mercados e a praça
Se ouve o shofar no Monte do Templo,
na cidade Velha

E nas cavernas das rochas,
milhares de sóis iluminam
Novamente desceremos ao Mar Morto,
via Jericó

Jerusalém de ouro, e de bronze, e de luz
Pra todas suas canções serei o violino.

Pastor Francimar Lima

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

LIVRO DE CABECEIRA

ficção é a palavra de ordem da nossa geração. Livros e filmes desse gênero são os mais procurados. Isso porque a boa ficção nos retira momentaneamente para um mundo irreal e imaginário onde não precisamos lutar contra a dura realidade da vida. Lá no mundo de Tolkien, Homes, Lewis, Carol, Bunyan, Cervantes entre outros nos sentimos seguros mesmo no drama de uma montanha enfeitiçada, na estrada sombria, ou na casa mal-assombrada.



Há alguns anos tive contato com uma boa ficção a qual gostaria de recomendar. Me refiro "As Crônicas de Nárnia" do tão afamado C.S.Lewis. O pensador irlandes, também conhecido como Jack pelos amigo, nasceu em Belfast, capital da Irlanda, em 1898. Ele Lutou na primeira guerra mundial e deu apoio na segunda com incentivo as tropas através de pregações pela BBC de londres, o que mais tarde se tornou seu clássico "cristianismo puro e simples". Ele foi ateu até 1931, ano que se converteu ao Senhor. Daquele ano em diante dedicou-se a escrever e fazer palestras para universidades e capelas sobre o cristianismo. Lewis foi professor da Universidade de Oxford e Cambridge, e junto com seu amigo J.R.R.Tolkien faziam parte dos Inklings, um clube informal de literatas e academicos.


Em meio a uma grande bagagem cultural, "As cronicas de nárnia" nasceram. O pai de Nárnia já era um respeitado escritor com dezenas de títulos. Mas o que o consagrou internacionalmente foi sua obra magistral "o leão, a feiticeira e o guarda-roupa" seguida dos seis outros contos.



Gostaria com esse artigo recomendar o livro aos amantes da boa ficção.



Não temos fins comerciais, contudo queremos dizer que você pode adquirir esse volume único por apenas 16,90 pela submarino.

Pastor Francimar Lima

segunda-feira, 28 de junho de 2010

De lamentação para celebração

O plano de Hamã.

No primeiro mês, nisã, no ano 12 do rei assuero, Hamã lançou sorte, i.e. pur. Na cultura e religião persa havia algumas datas consideradas de mau agouro, e se algum projeto fosse feito para tal data, era possível que não desse certo. Assim Hamã lançou sorte para escolher a data que os deuses queriam para o seu projeto. Depois de lançada sorte e escolhida a data, dia 13 do mês de Adar que é o primeiro mês (3:12,13).

A tática de Hamã para convencer e ludibriar o rei foi dizer-lhe que os judeus eram contrários as leis dos medos e persas, e descumpriam as ordens do rei. Além disso, era fácil extermina-los. Batava o rei aprovar que o serviço sujo seria feito por Hamã. Ele convocaria mercenários para o serviço e do despojo faria que 10 mil talentos de prata, i.e. 342,720 kg de prata entraria no tesouro real. O rei tirou do dedo o seu anel, que era o carimbo para acordos e editos, e o deu ao agagita.

Os correios começaram a espalhar o edito do rei, no qual, naquela data macabra todos os judeus deveriam ser exterminados.

O lamento de Mordecai.

Quando mordecai soube disso lamentou de modo usual aos orientais, rasgou as suas vestes, cobriu de pano de saco e de cinza, e clamou com grande e amargo clamor.

A noticia era chegada nas demais cidades e o mesmo lamento era feito. O sofrimento uniu judeus que nunca tinham se visto, mas que oravam, jejuavam e lamentavam pela mesma causa.

Mordecai fez a rainha saber das ultimas notícias através de Hataque, um dos eunucos. A rainha vivia em sua casa e não tinha contato com as coisas que se passavam na cidade. Quando soube do edito do rei, portanto ficou alarmada.

Havia naquela cultura o costume de só aparecer na presença do rei quando no seu palácio em audiência se for chamado por ele ou se o rei abaixasse o seu cetro, o contrario disso era pago com a própria vida. Ester teve medo de quebrar esse protocolo, pois fazia 30 dias que ela não via o marido.

Contudo, mordecai lembra o valor de Ester: quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha? Ou seja, será que Deus não te colocou nesse posto tão elevado sem qualquer merecimento para abençoar a vida do teu povo?

Ester responde valorosamente: orem, jejuem por que daqui a três dias falarei com o rei, se perecer, pereci.

O segundo banquete de Ester.

A rainha demonstra muita determinação, pois em jejum foi capaz de arranjar um grande banquete para o rei. O monarca estava na sua grande sala real, reunido com escribas que copiavam suas palavras, príncipes, nobres, e estrangeiros, quando de repente as portas são escancaradas e uma jovem mulher entra causando espanto e admiração em todos. Qual seria a reação do rei? O aconteceria com essa intrometida, alcançaria o favor do rei?

Ester parou e esperou a sentença do rei. Se ele baixasse o cetro seria o fim de Ester e de todo seu povo. Porém, a rainha achou graça e o rei estendeu o seu cetro para que ela segurasse, mostrando para todos que estava à salvo.

Assuero pergunta o que ela deseja, Ester responde, a presença dele e de Hamã em um grande banquete naquela noite. Ester prefere esperar o momento oportuno.

Hamã saiu jubiloso, pois dentre tantos, a rainha convidou somente ele. No decorrer do banquete o rei perguntou qual o pedido de Ester ao que respondeu que diria no próximo dia, caso o rei viesse novamente com Hamã. Novamente saiu Hamã felicíssimo, Mas sua alegre se torna em tristeza ao sair e dar de cara com mordecai ereto e rijo diante dele. Ao chegar em casa sua mulher o aconselha a fazer uma forca e pedir ao rei mordecai para o enforcar. Ele não espera amanhecer e volta ao palácio.

Enquanto isso no palácio, o rei estava com insônia, talvez preocupado com o que a esposa iria pedir; pede ao escriba que leia suas crônicas, seu diário, e lá ouve de mordecai que salvou sua vida. Nisso, Hamã é chamado a presença do rei para lhe dar um conselho: o que fazer com alguém que o rei agrada fazer. Hamã pensa que o rei faria com ele. E diz: traga as vestes reais, que o rei costuma usar em publico e o cavalo em que o rei costuma andar, e tenha na cabeça a coroa real. Escolha um mais ilustre príncipe que vai na frente dizendo: assim aconteça ao homem a quem o rei deseja agradar.

No outro dia fez o que aconselhou ao rei. Depois voltou para casa envergonhado. Mas logo teve que segurar sua humilhação, pois os eunucos da rainha chegaram e o levaram para mais um dia de banquete.

No segundo dia o rei pergunta novamente a rainha qual o seu pedido e garante que até que seja metade do seu reino seria capaz de dá-lhe. Ester pede somente sua vida e a do seu povo. O rei fica confuso com o pedido. A rainha explica: Porque fomos vendidos, eu e o meu povo, para nos destruírem, matarem e aniquilarem de vez. O rei pergunta: quem foi arquiteto de um plano desses? Ester responde: este mau hamã.

O rei sai enfurecido da mesa e vai refletir no jardim. Quando volta encontra Hamã nos pés de Ester. Assuero entende que Hamã esta forçado Ester a voltar atrás, no mesmo instante Harbona, um dos eunucos, menciona que Hamã tinha feito uma forca para enforcar um dos súditos leais do rei, mordecai. Enforcai-o nela, disse o rei.

A salvação dos judeus.

Ester suplica que o rei revogue a lei sancionada, mas pelos costumes dos medos e persas nenhuma lei poderia ser revogada, nem pelo próprio rei. Ester se apodera da sua casa e bens, e Mordecai assume o posto de Hamã e rei o nomeia segundo no reino. Mordecai convoca todos os secretários do rei, para escrever uma carta e promulgar um edito: dia 23 de sivã, o terceiro mês. Todos os judeus poderiam se defender, faltava apenas 9 meses.

Quando o povo recebeu essa noticia houve uma grande aclamação de alegria, regozijo, festa e banquetes. Mordecai providenciou para que os judeus se preparassem para o motim, ou qualquer tipo de revolta daqueles que tentassem aniquilar os judeus.

No dia determinado, 13.12, os judeus começaram a travar uma batalha sangrenta contra aqueles que queriam saquear suas casas e aniquilar suas famílias. Em Susã os 10 filhos de Hamã foram mortos, mais 500 homens. Ao todo, mataram os judeus 75 mil dos que os odiavam e tramaram a sua morte. Ester pediu que desse um feriado para os judeus no dia 14 fazerem banquetes e comemorarem a vitória contra os inimigos.

A festa do purim.

Assim ficou determinado no calendário judaico que no dia 13 e 14 de Adar que é o ultimo mês, os judeus deveriam comemorar a festa do purim, i.e. das sortes, pois nesse dia foi lançado sorte para exterminar o povo, mas Deus transformou a desgraça em alegria e celebração.

Essa festa deveria ser comemorada sempre e para as futuras gerações. Até o dia de hoje.

Lições de Ester: como ser uma benção num mundo hostil.

  1. Acreditar que somos parte do plano de Deus - 4:13-14.
    1. Há pessoas que se acham o centro de tudo, família, do trabalho, da comunidade, da igreja, etc. No entanto, se esta pessoa morrer a vida vai continuar seu rumo.
    2. Ester nos ensina que somos apenas parte da conjuntura. Apesar de ser uma rainha dum grande império, ela continuava sendo apenas uma parte pequena do grande mosaico de Deus.
    3. Somos apenas peças na engrenagem da vida. Na família somos um membro, na igreja uma célular, no trabalho um funcionário. O que vale e importa é o todo.

  1. Reconhecer que quanto maior a posição maior a responsabilidade – 7:3-4.
    1. Humanamente falando a única maneira de evitar a chacina era alguém com tanto apreço falasse com o rei; ninguém, além da esposa, tinha tanto respeito ante o monarca.
    2. Deus escolheu Ester para Rainha, não apenas para a felicidade pessoal dela, mas para ser uma benção na vida do seu povo.
    3. Ainda hoje Deus espera essa atitude dos seus servos. Coloca-nos em posição privilegiada para podermos abençoar outros.

  1. Entender que quanto maior preço maior a recompensa – 9:15-17.
    1. Mordecai pagou um preço alto, não se inclinando perante Hamã; além disso, insistiu com Ester para se apresentar ao rei, imagine a consciência de Mordecai em entregar sua filha na cova dos leões.
    2. Os judeus pagaram o preço de jejuar, orar e lamentar.
    3. Ester pagou um preço alto e arriscado em se apresentar perante o rei, em falar com audácia sobre a sua origem e o plano maligno de Hamã.
    4. Como somos diante das injustiças, desigualdades, e pecados contra nossos semelhantes? Nos calamos ou pagamos o preço.

  1. Esperar a honra de Deus.
    1. Ester tinha as frustrações para ser uma menina rebelde e descrente: sem pai ou mãe, refugiada, pobre. Contudo, mostrou integridade, bom caráter, fé, sensibilidade, discrição. Não era uma interesseira diante da oportunidade de ganhar o concurso, ou no momento de se ataviar com o tesouro real.
    2. Assim também mordecai que foi até mesmo honrado por aquele que tramava sua morte.

Pr. Francimar Lima

Casa Nova, Ba