Postado por J. Marques
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
LIÇÕES SOBRE O AMOR EM CANTARES: O PODER DO AMOR
Postado por J. Marques
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
LUTERO E A ESCRAVIDÃO DA VONTADE - PARTE IV
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
LIÇÕES SOBRE O AMOR EM CANTARES: A IDENTIFICAÇÃO
Postado por J.Marques
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
O Mundo, a Rede que nos Prende
Os mosteiros surgiram para dar uma opção aos que queriam consagrar-se a Deus e afastar-se do mundo. A disciplina do monasticismo era a mais severa da idade média. Os monges lutavam contra a natureza, degradando o homem até torná-lo numa máquina, abandonando o conflito no mundo. Os monges eram conhecidos como amantes de Deus, servos de Deus, renunciadores, atletas de Cristo, indicando os extremos de renúncia e rigor na disciplina da autoconsagração.O filme “o nome da rosa” conta um pouco da rotina dos mosteiros da idade média. Mas destaca uma falha crucial do sistema monástico: a disciplina rigorosa não estava mudando os monges. No meio do claustro e afastado das mulheres, que era o grande causador do mal na idade média, ou de qualquer outro contato com o mundo físico, ainda assim os monges estavam se envolvendo com pecados escandalosos, típicos do mundo do qual eles procuram distância.
Essa dura realidade, acontecida há 500 anos atrás não é diferente do que ocorre hoje. Tentar fugir do mundo não nos garante que o seu espírito tenha sido tirado de nós. A solução pra uma vida de sucesso com Deus não depende do quanto ausente estejamos dos lugares (estádios, shopping, praia, praça) ou me abstenha das coisas materiais do mundo (televisão, computador, internet, carro), mas o quanto eu ame o Senhor.
Fugir do mundo físico não significa viver para Deus. Jesus disse que não tiraria seus discípulos do mundo, mas que os guardaria do mal – João 17. Enquanto vivermos nesse mundo estaremos em guerra contra três arquiinimigos: o mundo, a carne e o diabo.
Se é verdade a frase: “para derrotar o inimigo é importante conhece-lo” então faremos grandes avanços se estudarmos esses inimigos, na tentativa de conhece-los para derrota-los.
O mundo é uma rede que nos prende.
João é quem mais usa a palavra. Das 185 ocorrências ele usa 105, sendo 78 no evangelho, 24 nas cartas e 3 no apocalipse. Vamos perceber o significado do mundo em João e Paulo:
O mundo no sentido literal.
O universo – a totalidade de tudo que existe – João 17:5; Rm. 1:20; Ef 1:4; 1 Cor. 3:22; 8:4, 5. Foi considerada como “muito bom” em gênesis. A terra onde vivemos, o cenário da história – onde os homens nascem e morrem – João 16:21; 1 João 3:17; 1 Tm 6:7.
O mundo no sentido figurado.
A totalidade da sociedade humana – João 1:29; 3:16; 2 cor. 1:12. “Todos os homens” são chamados de mundo. Sistema de valores alienado de Deus, que orienta o pensamento dos homens em oposição a Ele. Esse é o sentido que a bíblia mostra como inimigo do cristão. Possui certas características:
O mundo possui um curso/modo de pensar – Ef 2:2 “Peripateo” “andar” – os filósofos que andavam enquanto pensavam. O mundo também tem sua própria forma de pensar, seu curso. Esse curso/trajetória do mundo foi iniciada com Adão (Romanos 5:12), mas todos são responsáveis diante de Deus (Romanos 3:19). Por isso o mundo/criação anseia pela libertação do pecado – Romanos 8:20-22.
O mundo possui uma sabedoria – 1 Coríntios 1:20ss. Paulo estava pregando o evangelho da maneira de Deus para filósofos e judeus, os quais queriam que o evangelho fosse anunciado do modo do mundo: sinais e sabedoria (filosofia). Paulo insiste que não vai comprometer a pregação para agradar os sábios segundo o mundo, mas vai anunciar segundo a sabedoria de Deus. Em 1 Coríntios 3:18-20 a sabedoria do mundo é fútil, vazia, vaidade.
O mundo possui um espírito/conselho – 1 Coríntios 2:12. Os princípios do mundo, que incluem as especulações humanas, as tradições e até mesmo a religião, são contrárias a Deus.
O mundo possui sua própria religião – Gálatas 4:3; Colossenses 2: 8, 20. “Os rudimentos do mundo” – Paulo está corrigindo um ensinamento falso; a expressão se refere as primeiras coisas aprendidas, ao ABC da fé, mas que deveriam ser abandonadas quando a lição fosse totalmente repassada. Aqueles cristãos não queriam abandonar a circunsição e outros ensinamentos que não eram mais necessários à fé cristã, isso escravizava os cristãos a práticas mundanas. A religião do mundo mantém os homens em uma escravidão ao asceticismo e ao legalismo, que podem ter a aparência de sabedoria e promover uma espécie de devoção e autodisciplina, contudo, é perniciosa a fé autêntica.
Lições:
Fuja do curso do mundo – A bíblia exorta o crente a viver buscando as coisas do alto. O cristão não andará segundo os pensamentos do mundo.
Fuja da sabedoria do mundo – Não despreze a sabedoria de Deus mesmo que as vezes possa parecer loucura.
Fuja do conselho/espírito/religião do mundo – As tradições, as especulações, e até a religião do mundo sempre levarão o homem para longe de Deus.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Lutero e a Escravidão da Vontade - Parte III
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
BREVE REFLEXÃO SOBRE O ANO PASSADO
Quando for arrancada do calendário na parede a última página, quando o relógio, em sua cadência monótona, completar o seu último giro, quando os fogos ecoarem nos céus e produzirem um espetáculo multicor, quando as mãos se apertarem e os corpos trocarem o seu calor, então, o ano presente será confrontado com o seu final. Nostalgicamente, ele será depositado na imobilidade do passado e juntar-se-á aos outros anos passados, semelhante a um defunto que é recolhido à inércia e frialdade da terra. Ele também habitará na companhia silente dos anos cadavélicos, dois anos que em seu presente brilharam como uma chama tênue.
Quando o último instante for rasgado como um véu, o ano presente estará confinado à memória daqueles que dele quiserem lembrar. Será recordado com desprezo ou ternura, com remorso ou saudade, com decepção ou encanto. A verdade é que ele será uma espécie de fantasma a ocupar as nossas divagações noturnas, nada, além disso. Desejaremos que essa pálida sombra se perpetue nas encruzilhadas íngremes de nossa memória ou que desapareça por completo. Infelizmente, nada do que pudermos desejar mudará aquilo que ele foi para nós. No exato momento em que o ano presente se transforma em ano passado, o homem perde o seu controle sobre ele. De fato, é ele que passa a exercer controle sobre o homem. Quando estava diante de nós poderíamos dominá-lo, agora, distante, ele nos domina.
Pobre ano presente que agora não passa de ano passado. Talvez, a única coisa que o conforte seja a certeza de que o mesmo destino inexorável aguarda o ano futuro. Um dia ele também será depositado no insaciável sepulcro das eras e transformar-se-á em ano passado. Será tragado pelo abismo silencioso do tempo, essa imagem móvel da eternidade, como dizia Platão.
Mas, é possível romper essa realidade assombrosa e impedir que o ano passado seja apenas ano passado. Para aqueles que se dedicaram ao conhecimento, principalmente, o conhecimento das coisas divinas, cada ano passado possui a virtude do infinito. Certamente, para muitos que se ocuparam apenas com trivialidades, o ano passado será apenas ano passado. Não para aqueles que consagraram todo o seu ser à descoberta dos mistérios celestes, para aqueles que tentaram romper o véu do desconhecido. Para estes, o ano passado nem poderá ser considerado como tal. Ele é uma centelha da eternidade que se mostrou na dimensão do tempo. Nessa diminuta fração da existência tal homem foi capaz de perceber a plenitude do eterno, pois soube trilhar o caminho do infinito.
O homem do tempo, poderíamos também chamá-lo homem do imediato, transforma o que existe de eterno nele em uma modalidade do tempo. Para ele existe apenas o passado, o presente e o futuro, que será presente e perder-se-á nas encruzilhadas silenciosas do passado. Esse pobre homem não consegue encontrar a relação entre estas três as dimensões nem possui a virtude para transformá-las em eternidade. Por isso, no instante da passagem, se for sincero com sua própria existência, a única coisa que ele tem a fazer é lamentar o ano passado. A eterna e insaciável incompletude causar-lhe-á angústia e decepção, a estranha sensação de uma existência incompleta. A passagem é o instante em que ele será confrontado com a falta de sentido e propósito em sua vida.
O homem da eternidade, por outro lado, vive o eterno ainda que esteja confinado às dimensões do tempo. Ele possui a virtude para transformar o passado em presente, em futuro, em eterno. Diferente da maioria dos homens, ele aprendeu a dominar os anos, sejam presentes sejam passados. Ele não teme a imagem fantasmagórica que ficará em sua mente quando o ano presente silenciar. Por fim, no instante da passagem, nada ele tem a lamentar, apenas será tomado por certa tristeza ao ver que para muitas pessoas o ano que finda será apenas ano passado, uma espécie de fantasma que irá assombrar as noites de seus anos futuros.
Postado por J. Marques
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Lutero e a Escravidão da Vontade - Parte II
Postado por Elias Lima
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
A Cidade de Deus e a Cidade dos homens
Ao ser expulso da cidade de Deus, o homem vive tentando construir sua própria cidade.
A construção da cidade dos homens.
A reconstrução da cidade de Deus.
Diante de tudo isso, como o cidadão da cidade de Deus deve viver na cidade dos homens?
Como proclamadores das virtudes de Deus. 1 Pe. 2:9-10; 3:15.
Nas palavra do hino “a bela cidade”:
Tenho lido da bela cidade,
Postado por Francimar
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Lutero e a Escravidão da Vontade - Parte I
Introduçãoterça-feira, 13 de outubro de 2009
Spurgeon e Seu Pensamento sobre Israel e a Igreja
Embora o príncipe dos pregadores tenha afirmado que era um calvinista, porque acreditava que João Calvino fora coerente com as doutrinas bíblicas, Ele, no entanto, não seguia tudo aquilo que o grande reformador e a maioria dos calvinistas históricos acreditavam, isto é, no que tange a Escatologia. Isto fica evidente, através de uma leitura nos escritos e nos sermões de Spurgeon, os quais demonstram claramente que ele era um pré-milenista histórico. O herdeiro dos puritanos, diferente daqueles (os puritanos), acreditava que o Senhor Jesus Cristo inaugurará a era do milênio com o Seu advento, o qual também reinará pessoalmente com os Seus santos sobre a terra durante aquele período. Acreditava também que haverá ressurreição, tanto de justos como de injustos, porém, não simultaneamente, mas sim, separadas, primeiro a dos justos, antes do milênio e depois a dos injustos, após os mil anos.[1] Na história da Igreja pode-se perceber que os maiores teólogos da igreja, tais como: Agostinho, Lutero e Calvino, não eram pré-milenistas, e sim, amilenistas. Santo Agostinho, de quem Spurgeon acreditava ter Calvino aprendido as doutrinas bíblicas, é comumente aceito como aquele que silenciou o pré-milenismo e passou a defender uma interpretação amilenista do capítulo 20 de Apocalipse, ou seja, interpretou os mil anos como a era da Igreja.[2] O próprio Calvino foi completamente contra qualquer conceito de um reino terreno de Cristo de mil anos literais:
Mas um pouco adiante seguiam os chiliasts, que limitavam o reino de Cristo a mil anos. Agora sua ficção é ingênua demais para necessitar ou valer a pena uma refutação. E o Apocalipse, do qual eles indubitavelmente tiraram um pretexto para seu erro, não os apóia, pois o número “mil” não se aplica à bem-aventurança eterna da igreja, mas somente às várias turbações que esperavam a igreja, enquanto ainda trabalhando na terra. Pelo contrário, as Escrituras proclamam que não haverá fim nem para a felicidade do eleito, nem para a punição do ímpio (Mt. 25:41, 46).[3]
Esta visão está implícita nos credos históricos primitivos do Cristianismo. Ela foi sustentada pelos maiores teólogos da Igreja. Teólogos Reformados mais recentes também têm esposado esta visão: Abraham Kuyper, H. Bavinck, Louis Berkhof, Anthony A. Hoekema, Jay E. Adams, William Hendricksen dentre outros.[4] Além do mais, esta é a posição das Confissões Reformadas.
Porém, é bom ressaltar que Spurgeon, como pré-milenista histórico que era, não entendia uma separação entre Israel e igreja, como os pré-milenistas modernos vêem hoje. Isto fica bem claro em um de seus sermões pregados em Hebreus 13:8, cujo título é Jesus Christ Immutable (Jesus Cristo Imutável). Veja o que ele diz:
Distinções foram feitas por certos homens excessivamente sábios (medidos pela estimativa de si mesmos), entre o povo de Deus que viveu antes da vinda de Cristo, e aqueles que viveram posteriormente. Temos até ouvido afirmações de que aqueles que viveram antes da vinda de Cristo, não pertencem à igreja de Deus! Nós nunca sabemos o que vamos ouvir depois, e talvez seja uma mercê que estas absurdidades são reveladas de cada vez, a fim de que sejamos capazes de aturar a sua estupidez sem morrer de admiração. Cada filho de Deus em todo lugar está no mesmo patamar; o Senhor não tem alguns filhos que ama mais, alguns que são da geração de segundo grau, e outros que Ele dificilmente cuida. Estes que viram o dia de Cristo antes que o mesmo chegasse, tinham uma grande diferença quanto àquilo que eles sabiam, e talvez na mesma medida uma diferença quanto àquilo que desfrutavam enquanto na terra em sua meditação sobre Cristo; mas eles todos foram lavados no mesmo sangue, todos redimidos com o mesmo preço de resgate, e feitos membros do mesmo corpo. Israel no pacto da graça não é o Israel natural, mas todos os crentes de todas as eras. [5]
[1] C.H. Spurgeon, The Saint & His Savior, p. 154. V. tb. C. H. Spurgeon, The Metropolitan Tabernacle Pulpit, vol. 10, p. 350; vol. 11, p. 307; vol. 36, p. 317; vol. 39, p. 169; vol. 50, p. 169; vol. 56, p. 39; C. H. Spurgeon, The Treasury Of David, vol. 3, p. 903.
[2] Martyn Lloyd-Jones. Grandes Doutrinas Bíblicas, p.
[3] John Calvin. Institutes of the Christian Religion, vol. 3, cap. 25, p. 488.
[4] R. C. Sproul. Os Últimos dias Segundo Jesus, p. 163.



